[Deixar de seguir, pra viver.]

Deixar de seguir, pra viver.

Deixar de seguir o senso comum pra expressar, em minha imagem, quem eu realmente sou, nunca pareceu muito fácil. Mesmo sendo perfeitamente normal, sempre gostei de músicas, roupas, entre outras coisas, que eram diferentes do que outras pessoas do meu cotidiano e idade gostavam, e isso me fazia parecer estranha pra muitos.

Até que o tempo foi me fazendo crescer, e hoje sou a união de experiencias curtas que vivi, as quais me fizeram ter coragem de usar as roupas doidas que uso, batons com cores fortes, e fazer o que der na telha (sempre com responsabilidade, é claro).

Eu busco parecer real. Entre todos os outros perfis, quadros, regras e cubos que as pessoas se encaixam para se sentirem preenchidas, ou ao menos fingir que estão. Estou eu, em busca de parecer real, de mostrar o quão a vida não precisa ser perfeita e incrível conforme as propagandas e roteiros. Mas sim na tentativa incessante de mostrar que a vida só tem graça se for bem vivida.

Mas tentar ser real, não é farsa? …Não se você realmente expor o que é real. Seja o real, a vida sem maquiagem, ou de roupas com furinhos e sem glamour, ou sem lamborghini, ou sem graça, ou como for. Você é mais que um feed de instagram organizado, uma foto na Europa e todas coisas caras que se pode comprar. E pra ser sincera, sim, eu particularmente gosto de uns luxinhos uma hora ou outra, mas não só pra expor, é pra usar e ser feliz, satisfazer meu ego, talvez.

Tentar ser real pode ser visto como um desafio inalcançável, e muitas vezes é. Ter uma imagem que agrade os outros e que seja inabalável, incrível e incriticável é o objetivo da grande maioria. Por ser imperfeita como sou, venho aprendendo aos poucos como lidar com minha melhor versão, e também com meus piores defeitos, não é fácil. Mas essa ideia de que precisamos parecer Barbie´s deve sim ser desconstruída e desmascarada. A jogada de marketing é oferecer um produto que venda muito, e o estudo que deveria ser focado em cura de doenças vem sendo baseado totalmente no capitalismo e lucro.

Há quem odeie uma vida simples, no interior e no meio do nada, e eu respeito. Mas ainda prefiro fugir da correria da cidade para ver o tempo passar deitada na rede de frente pro céu azul. A real beleza não se vê, nem se toca, se sente, e é inconfundível. Tente se livrar do que impõem e dizem, ou do que não é útil e necessário. Se permita despreocupar e viver leve, sem alisar o cabelo, sem esconder seu rosto com químicas, sem ter que cortar o corpo pra ficar como dizem que deve ser.

Não se prenda á rótulos. E se necessário, faça isso tudo também. A vida é pra ser viva como se bem entende e se eu gosto da simplicidade, não tem problema viver de forma complexa. Mas viva pra você, enquanto é tempo, sem medo, seja quem quiser, brinde e seja orgulhosa de quem se tornou com o tempo. Seja você sem medo, sem pensar nos seguidores, sem querer agradar alguém que não seja você mesma. Respeitar a opinião dos outros e ter ética é um ponto considerável, mas ser, e não idealizar conforme o guia, é incrível.

Conheça o(a) Autor(a)

[Natália]
Natália Camargo

Uma série de versões em uma mesma menina-mulher, mais bem definida como uma criança que cresceu, vivendo as aventuras e desventuras do cotidiano sobre um ângulo singular.

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